A Psicoterapia Analítica de Grupo e a Grupanálise, que são as duas modalidades de psicoterapia grupal que perfilho e pratico (uma ou outra), constituem-se como contextos, nos quais, o tratamento individual é efetuado no e pelo grupo terapêutico: terapeuta e pacientes, num máximo de sete elementos. Inscritas no âmbito da psicoterapia analítica, estas modalidades grupais são, também elas, para além de uma forma de tratamento, uma forma de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal; têm como objetivos o alívio do sofrimento psicológico, a diminuição das dificuldades relacionais, a promoção do insight, o amadurecimento psicoemocional, o incremento da resiliência e a possibilidade de mudanças estruturais no âmbito de um processo psicoterapêutico mais longo. O dispositivo grupal é, sem dúvida, uma mais-valia no sentido do ganho terapêutico, por proporcionar um mais amplo e rico contexto interpessoal. O grupo terapêutico, pleno de especificidades, remete para a natureza grupal do indivíduo, nomeadamente para as esferas grupais da realidade externa (grupo familiar, grupo escolar/académico, grupo profissional, grupo de amigos, entre outros). Esta pluralidade exponencia, assim, o ganho terapêutico e a aprendizagem interpessoal, sendo, o grupo, um contexto seguro, de aceitação, compreensão, partilha e contenção, com enorme potencial transformador. O grupo, caracterizado pela paridade e partilha da intencionalidade terapêutica e/ou desejo de autoconhecimento e de desenvolvimento pessoal pelos elementos que o integram, é capaz de “observar”, elaborar e transformar o funcionamento mental e os padrões relacionais disfuncionais de cada um dos seus elementos, tornando-os mais adaptativos. O grupo é, assim, a força motriz da mudança. A experiência analítica grupal é rica, reveladora do Eu através dos outros, é (re)estruturante e promotora da adaptação do indivíduo à sua realidade familiar, profissional e social.

Trabalho com: jovens e adultos

Modalidade das consultas: presencial (Porto)